|
Grande e ilustre
linhagem portuguesa, a sua genealogia pode traçar-se documentalmente
desde épocas bastante recuadas.
A ela pertenceu D. Frei Paio Peres Correia, que foi mestre da Calatrava.
É de admitir que o seu nome nascesse das armas que se sabe que usavam
desde pelo menos a segunda metade do séc. XIII. O ramo dos Correias que
conservou o senhorio do couto de Farelães - e que, por isso mesmo, eram
designados por Correias de Farelães - aliou-se à linhagem dos Aguiares e
comemorou tal ligação heraldicamente, tendo passado a usar outras armas.
Outro ramo (Belas) veio ligar-se com os Atouguias pelo casamento e,
desse modo, a herdar o senhorio de Belas, pelo que passou a usar as armas
daquela linhagem, com o timbre da sua. António Correia, a quem fazem
derivar dos Correias de Farelães, distinguiu-se muito na Índia, durante
o governo de Diogo Lopes de Sequeira e foi capitão-mor de uma frota
contra o Rei de Bahrem ou Bérem, a quem venceu. Por tal razão lhe deu o
Rei D. João III por carta de 14 de Janeiro de 1540 um «acrescentamento»
honroso de armas.
Este António Correia deixou progenie, tanto em Portugal como na Índia,
tendo o primeiro ramo adotado a designação de Correia de Barém. O
segundo, talvez proveniente de uma filha natural, permaneceu no reino de
Ormuz, ai dando origem a uma ilustre família que readaptou a religião
maometana e se mestiçou com uma família principesca dos Emirados Árabes
Unidos, que não esqueceu as origens portuguesas, usando à européia as
armas daquele seu antecessor.
Subsistem na atualidade algumas famílias que mantêm o uso da grafia
antiga, Corrêa. Na impossibilidade de sabermos em rigor quem assim assina
ou está registado, por uma questão de uniformização adotamos aqui a
grafia moderna, i.e., Correia.
Família descendente de Gonçalo Corrêa,
que viveu no seu Couto de Penaboa, junto de Vila Nova de Famalicão,
pertencente à ilustre família dos Corrêas, senhores da Honra de Farelães,
e de sua mulher Filipa de Sá, filha de Martim de Sá e descendente do célebre
João Rodrigues de Sá, o das Galés.
De Gonçalo Corrêa e Filipa de Sá foi
filho, entre outros, Salvador Corrêa de Sá que passou ao Brasil com seu
tio Mendo de Sá e teve o governo do Rio de Janeiro.
Deste Salvador Corrêa de Sá foi neto
um outro Salvador Corrêa de Sá que se distinguiu, a seguir à Restauração
de 1640, na recuperação do reino de Angola e no apuramento das minas do
Brasil. A ele foi prometida pela regente D. Luisa de Gusmão o título de
visconde de Asseca, que veio a verificar-se em seu filho Martim Corrêa de
Sá Benevides Velasco, por carta do rei D. Afonso VI datada de 15 de
Janeiro de 1666.
Ao 4º visconde de Asseca, também
chamado Martim Corrêa de Sá Benevides Velasco, concedeu o rei D. José
por decreto de 1 de Junho de 1753, a mercê das honras e prerrogativas de
Conde no mesmo título de juro e herdade, dispensada duas vezes a Lei
Mental, em troca da cedência para a Coroa da Capitania dos Campos de
Goytacazes, no Brasil.
(Os dados acima foram
extraídos das páginas do sito "Genea
Portugal" .)
Os diversos 'Brasões de Armas' dos Corrêa
/ Correia
 |
BRASÃO DE
ARMAS DOS CORREA Original, sem o
timbre: de ouro, fretado de vermelho, de seis peças.
|
 |
BRASÃO DE
ARMAS DOS CORREA COM TIMBRE
Original,
com o timbre: de ouro, fretado de vermelho, de seis peças.
Timbre: dois dos
braços armados de prata, recamados de ouro, com as mãos de carnação e
espalmadas, os pulsos passados em aspa e atados de vermelho.
|
|
CORREIA
DE FARELÃES (FRALAES)
Dos Correias de
Farelães, e outros, para relembrar sua ligação com os Aguiares
(Correia de Aguiar): de vermelho, uma águia estendida de negro,
armada e membrada de ouro, carregada sobre o peito com um escudete do
mesmo com as armas dos Correias.
Timbre: a águia do escudo sainte, com
uma correia de vermelho no bico
|
 |
CORREIA BAREIN
De António Correia (de
Barein) : escudo esquartelado, sendo o primeiro
de vermelho, uma cabeça de mouro cortada, fotada de prata e coroada de
ouro; os segundo e terceiro, as armas já descritas para os Correias de
Farelães; e o quarto esquartelado de: primeiro e quarto de azul, uma cruz
potenteia e vazia de ouro (Teixeira),e segundo e terceiro, de verde, cinco
flores-de-lis de ouro em aspa (Mota).
Timbre: um braço armado de prata,
segurando a cabeça de um mouro pela fota.
|
 |
CORREIA -
DOS SENHORES DE BELAS
Os
Correias, Senhores de Belas, ligaram suas armas àquelas dos
Atouguias da seguinte maneira: de vermelho, com cruz de ouro,
cantonada de quatro Flores-de-Lis do mesmo; bordadura também
de ouro (Atouguia).
Timbre :
Dois braços de prata com a mão em carnação, espalmadas, com os
pulsos passados em aspas e atados de vermelho (Correia).
|
 |
De
Diogo Fernandes Correia, Feitor de Flandres que, 'por serviços de
dinheiro' prestados em 1488, recebeu do Imperador Maximiliano I
mercê de armas novas para ele e seus descendentes, que não teve,
fato este que não inibiu os reis de armas de as concederem varias
vezes no decorrer do século XVIII, como sendo as dos
Fernandes.
As armas são: Esquartelado : o primeiro de ouro com uma águia de
duas cabeças de negro carregada de um crescente cosido de vermelho,
brocante sobre o peito e asas; o segundo de vermelho com três
vieiras de prata; o terceiro de vermelho com uma torre de prata; o
quarto de vermelho com três escudetes de prata, cada escudete com
uma cruz de vermelho.
Timbre : Uma águia de
uma só cabeça, de negro, sainte com um escudete do quarto quartel
no bico pendente de um torçal de vermelho.
|
 |
Correa
Tavira
|
 |
VASCO
GOMES CORREA
Selo de bronze
(sinete) de VASCO GOMES CORREA onde se pode ver ao centro as conhecidas correias
entrelaçadas, como no primeiro Brasão dos Correa.
|
 |
Da Espanha
Correa
Castilla (Castela)
|
 |
Da Espanha
Aparentemente o
brasão ao lado é uma representação alternativa ao brasão acima.
Os dois utilizam uma águia voando com um escudete idêntico no
peito. |
 |
Da Espanha
Sobrenome castelhano, que
sempre foi considerado como de grande nobreza e antigüidade.
É tido como um dos mais ilustres da Espanha. Don Payo Ramirez, um
dos homens mais ilustres da Espanha e que notabilizou-se durante o
reinado de Alfonso VI, é considerado o tronco desta linhagem.
Foi um homem rico e um
cavalheiro importante, como ficou inscrito no livro que escreveu o
Conde Don Pedro, em seu 'Nobiliário'. Teve como filho Don Suero Pérez
Correa, que casou com Dona María Gómez de Silva, nascendo deste matrimonio
Don Pedro Páez Correa, casado con Dona Jordia Páez de Aguilar. Seu
filho, Don Pelayo
Pérez Correa que foi o décimo quarto mestre da Ordem de Santiago
em Castilla, de cujo valor fala-se nas crônicas da época. No livro
do Conde Don Pedro, não se faz menção da descendência do citado
mestre de Santiago, porém sabe-se que ela existe em Castilla e Portugal,
já que se tem notícia de um seu neto, chamado Gonzalo Correa,
que foi alferes do rei Alfonso IV de Portugal, não havendo outros
dados a seu respeito.
No que se refere a Castilla
(Castela) se sabe de um Juan Correa, descendente de don Pelayo Pérez Correa
e que foi pai de Dona Maria de Velasco.
Desta família também faz parte Pedro Correa de Velasco que tomou parte
na rebelião das comunidades contra o Imperador Carlos V, por
ocasião do caudilhismo personificado por Padilla, Bravo e Maldonado.
Morreu na batalha de Villalar que tão nefasta resultou para a causa
das comunidades. Juan de la Correa, foi intimo do Santo Oficio, durante
o reinado de don Felipe II. Daqueles com este nome que passaram para
a América, sabe-se que se estabeleceram no México, onde constituíram
família.
ARMAS: Escudo de ouro com treze correias vermelhas dispostas no peito
de uma águia negra em vôo, com o bico e pés de ouro.
|
 |
Da Espanha
Correa
Aragon 1 |
 |
Da Espanha
Correa
Aragon 2
|
 |
Da Espanha
Um 'cencerro'
(sino utilizado no pescoço de alguns animais) de
sabre sobre um campo de prata
|
 |
Da Espanha
Outros Correas
da Espanha
|
Pesquisa Genealógica de René Corrêa
Guimarães -
https://genealogia-rene-correa.com.br
Dados de heráldica extraídos do site
'Armorial
Lusitano' e sites de heráldica da Espanha
|
|